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Saturday, September 21st, 2019

Fechado acordo de leniência de R$ 1,4 bi com a Keppel Fels

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by December 22, 2017 General
Força-tarefa da Lava-Jato – Divulgação

SÃO PAULO — A força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba fechou acordo de leniência com a Keppel Fels Brasil, em conjunto com autoridades dos Estados Unidos e Singapura. A empresa deverá devolver no total cerca de R$ 1,4 bilhão, dos quais R$ 692,4 milhões serão para os cofres públicos brasileiros. No Brasil, os termos do acerto serão submetidos à homologação da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal. O acordo também passará pelo crivo de autoridades dos outros dois países.

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A Keppels foi investigada na Lava-Jato por negócios irregulares com a Petrobras, no fornecimento de navios-sonda. Pelo acordo, segundo o Ministério Público Federal, a empresa comprometeu-se a devolver valor correspondente ao dobro de todas as propinas pagas, em função da aplicação de uma multa prevista na Lei de Improbidade Administrativa. Os valores serão pagos no prazo de 90 dias contados a partir da homologação do acordo.

Assim como a Odebrecht, a empresa também se comprometeu a adotar programas de compliance, ética e transparência para evitar a repetição de práticas similares no futuro.

Com o novo acordo, o valor recuperado pela Lava-Jato se aproxima de R$ 11,5 bilhões. O procurador Paulo Roberto Galvão afirmou, em nota, que no passado as empresas estrangeiras “corrompiam no Brasil e pagavam multas apenas no exterior por não acreditarem no funcionamento da Justiça brasileira”. Com a Lava-Jato, os valores estão retornando ao país.

Ex-funcionário da Odebrecht e da Petrobras, o representante da Keppel Fels no Brasil, Zwi Skornicki, foi delatado pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco em setembro de 2015. Skornicki havia aberto uma consultoria na década de 90, quando passou a representar a empresa de engenharia naval. Em dez anos, o patrimônio dele cresceu 35 vezes.

Contratos bilionários

Zwi Skornicki foi flagrado pela Lava-Jato por ter feito depósitos de US$ 4,5 milhões, entre 2013 e 2014, numa conta do publicitário João Santana na Suíça, não declarada no Brasil. Ele assinou acordo de delação premiada com a força-tarefa e confessou que repassou dinheiro de propina ao PT e a funcionários da estatal. Sozinho, se comprometeu a devolver US$ 23,8 milhões que havia recebido como produto do crime, além de obras de arte.

Zwi contou ter feito o pagamento ao marqueteiro do partido a pedido do tesoureiro João Vaccari Neto. Seguindo o acordo de colaboração, ficou preso entre fevereiro e agosto de 2016 e passou seis meses em prisão domiciliar. Até fevereiro de 2018, cumpre recolhimenro domiciliar à noite e nos fins de semana e ainda usa tornozeleira. Além disso, se comprometeu a prestar serviços à comunidade por três anos.

As propinas pagas pelos contratos bilionários da Keppel Fels com a Petrobras somaram cerca de US$ 60,8 milhões. Também foram feitos pagamentos de vantagens ilícitas em contratos fechados de seis sondas com a Sete Brasil, no valor de US$ 20,6 bilhões, contratadas do Estaleiro Brasfels, pertencente ao Grupo Keppel Fels.

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