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Monday, November 11th, 2019

Maiores acionistas do Lloyds receiam saída de Horta-Osório

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by August 12, 2016 General

A descoberta do gasto de despesas pessoais numa viagem de trabalho de António Horta-Osório a Singapura está a preocupar alguns dos maiores acionistas do banco britânico. Estes investidores receiam que o banqueiro português antecipe o final de mandato.

“É algo que a administração deve definitivamente considerar. Este é um receio aliado ao facto de o trabalho ser muito mais duro do que ele pensa agora”, refere um dos 20 maiores investidores à Reuters, que recorda as dificuldades que o banco deverá sentir com o processo de saída do Reino Unido da União Europeia.

Outro acionista considera que “haver pessoas a investigar a vida privada desta forma deve ser um enorme embaraço. Se isto é suficiente para ele sair, não sei. Espero que ele possa continuar”, refere outra fonte contactada pela Reuters.

O banco britânico Lloyds saiu em defesa do presidente executivo, o português António Horta-Osório, garantindo que o responsável não quebrou a política de despesas enquanto estava numa viagem de trabalho em Singapura, segundo a Bloomberg. As despesas pessoais terão sido pagas do bolso do próprio banqueiro.

O tabloide britânico Sun revelou que o presidente do banco, que recebeu um resgate de mais de 70 mil milhões de libras, teria usado dinheiro do banco para despesas pessoais numa viagem de trabalho a Singapura.

O gestor português, considerado o “special one” da banca, anunciou no mês passado um plano para eliminar três mil postos de trabalho e encerrar mais de 200 balcões, depois de ter admitido que a decisão do Brexit teria impacto na capacidade do Lloyds em aumentar os dividendos.

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